#Harmonização entre Cachaça e Brigadeiro Gourmet
Cachaça e brigadeiro falam a mesma língua e têm em comum o fato de só existirem aqui no Brasil. Há dois tipos de cachaça as comerciais e as de alambique, incomparavelmente mais saborosas, produzidas artesanalmente em nossa querida Minas Gerais, Rio de Janeiro e em outras regiões do país. Cada uma tem características próprias, por isso a dica é ir variando os rótulos no bar de casa.
Cachaça HAVANA Anísio Santiago, a melhor cachaça
do mundo (Salinas, Minas Gerais)
História
A cachaça artesanal Havana – Anísio Santiago é considerada por muitos a melhor pelo seu padrão de qualidade e pela escassez de sua oferta no mercado, foi capaz de conquistar consumidores da classe média e alta que sempre preferiram degustar bebidas importadas. A cachaça de Anísio Santiago fez tanto sucesso que se tornou produto mitológico. Quem tem uma garrafa guarda como se fosse um tesouro. É Consumida somente em ocasiões muito especiais.
Produzida em Salinas, Norte de Minas Gerais, desde a década de 1940, essa marca tornou-se símbolo da cachaça artesanal do País devido à sua qualidade e tradição. Com produção limitada e envelhecida por cerca de oito anos em tonéis de bálsamo, tornou-se rara no mercado, sendo disputada por degustadores e colecionadores do País e do exterior. Há quem diga que até Fidel guarda algumas garrafas.
Fabricação
A Havana é produzida na Fazenda Havana no Norte de Minas Gerais, possui seu próprio canavial. A cana utilizada na fabricação da cachaça é a Java, na qual é cortada manualmente e moída no mesmo dia. O caldo extraído (garapa) é encaminhado para as dornas de fermentação. O alambique de cobre favorece a qualidade da cachaça, pois ajuda na eliminação de compostos sulfurosos, de aroma desagradável. O sistema de aquecimento da panela é alimentado com lenha e bagaço de cana. O vinho, resultado do processo de fermentação do caldo de cana (garapa) é levado ao alambique de cobre até o montante de duzentos e cinquenta litros (50% da capacidade do alambique), onde são condensados por resfriamento. São produzidos cerca de 30 litros de cachaça neste processo.
O envelhecimento
Tonéis de madeira são aplicados aos principais destilado do mundo. Aprimora a qualidade sensorial do aroma e do paladar, agregando valor ao produto, com a Havana não é diferente, ela é envelhecida em tonéis de madeira bálsamo por muitos anos (em média 8), resultando em bebida de tom amarelo e gosto forte.
Comercialização
A sua demanda é reprimida pela oferta restrita no mercado. São comercializadas no MÁXIMO sete mil garrafas de 600 ml no mercado por ano. Com esse método reservado controla-se o estoque da cachaça (envelhecida) disponível para comercialização ao longo do ano. Com isso a cachaça tornou-se extremamente valorizada (R$ 400,00 o rótulo) e muito cobiçada.
fonte: Papo de Bar


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