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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Produção de cacau gourmet no sul da Bahia

Abaixo segue uma reportagem, sobre a produção de cacau gourmet orgânico no sul da Bahia, com manejo sustentável.  O cacau gourmet é reconhecido internacionalmente pelo Salon du Chocolate, e é exportado para 16 países incluindo a Bélgica. 
Se existe um alimento que beira à unanimidade é o chocolate. A imagem de um chocolate escorrendo enche a boca de sensações e o cérebro,  de vontades.
A receita parece simples: com massa de cacau, açúcar e manteiga de cacau, é possível fazer chocolate. No entanto, o neto de um dos pioneiros da fabricação de chocolate no Brasil,  e hoje dono de uma grande fábrica  no interior de São Paulo, Ernesto Neugebauer, revela um segredo: "É impossível a melhor fábrica de chocolate do mundo fazer um bom chocolate se não tem um bom cacau. Esse é o pré-requisito normal".
Quando os colonizadores espanhóis chegaram à América, o cacau já era conhecido pelos índios, principalmente os astecas no México. O nome científico da planta é Theobroma Cacao, que significa manjar dos deuses.
Oficialmente, no Brasil, a exploração do cacau começou nos anos de 1.600, primeiro no Pará e depois foi para o sul da Bahia. Em Ilhéus se adaptou muito bem por causa do clima quente e úmido, e o solo rico.
O cacau já foi o produto de exportação mais importante da Bahia e enriqueceu muita gente. Sofreu um golpe na década de 1990 com a vassoura de bruxa, doença causada por um fungo que afetou muito a produção no sul da Bahia, mas o cacau está vivendo uma fase de ânimo outra vez.
Produtores estão acreditando em outro tipo de cultivo de cacau. Ninguém ficou livre da vassoura de bruxa, mas de olho no mercado de chocolates finos, eles garantem: cacau gourmet depende do manejo na fazenda.
A propriedade de Diego Badaró, um baiano que acompanhava a avó pelas plantações de cacau desde a infância. A família de Badaró chegou a abandonar as fazendas quando a vassoura de bruxa praticamente dizimou o cacau na Bahia. Há 12 anos, Diego resolveu retomar a atividade, só que mudou completamente o método de produção, para fazer um cacau orgânico e de qualidade gourmet.
Na retomada da atividade, Diego Badaró manteve o sistema cabruca, onde os pés de cacau são plantados no meio da Mata Atlântica, para aproveitar a sombra das árvores nativas. “Hoje, cientistas do mundo todo valorizam muito essas espécies mais antigas. Aqui na região as pessoas usam muito os híbridos, os cruzamentos, os clones. Eles produzem muito, têm uma maior tolerância no início da sua vida com a vassoura de bruxa, mas têm um ciclo de vida muito curto também. Então com 15, 20 anos eles já precisam ser trocados. As minhas árvores aqui têm em média, 80, 100 anos, mas uma delas tem 230 anos produzindo cacau”, conta.
Além da área antiga que abriga essas plantas mais velhas, outra parte da fazenda passou por grandes mudanças. “Essa era uma área de pastagem, 30 hectares divididos em três módulos, parte dela, dez hectares, era só capim e eu decidi plantar cacau. Deixei a natureza se recompor, então plantei algumas árvores nativas, e só em deixar o mato crescer, os passarinhos começaram a trazer as sementes, a depositar, fazer esse plantio natural e em três anos, hoje já estamos colhendo cacau”, conta.
No manejo orgânico, a fazenda utiliza biofertilizante e pó de rocha. As variedades usadas são as mais comuns: Pará e Parazinho, prova de que qualquer variedade pode virar gourmet.
Diego Badaró faz o próprio chocolate na fábrica que montou em Salvador. É para lá que também são mandados alguns dos grãos de outro produtor, o João Tavares.
João Tavares é neto de produtor de cacau. Tem 650 hectares de cacau na região de Uruçuca. É um dos mais respeitados produtores de cacau gourmet do Brasil e já ganhou duas vezes a principal premiação internacional de cacau no salão de chocolate em Paris.
João mostra alguns tipos de cacau que ele usa na fazenda. “Aqui na Fazenda Leolinda nós usamos mais de 200 variedades de cacau e essa é uma das qualidades do cacau daqui. A complexidade de aromas é fantástica”, afirma.
João insiste que o segredo do cacau gourmet está no beneficiamento do grão. E a primeira etapa acontece na colheita, no meio da Mata Atlântica: “Essa é a etapa um de todo o processo de beneficiamento do cacau gourmet.  Inicialmente a gente descarta os frutos que estão doentes, infectados com a vassoura de bruxa, podridão parda, perfurados por roedores ou pássaros, eles são tirados do lote que vai ser beneficiado e depois a gente faz  por maturação. Então, frutos verdes, verdoengos ou sobremaduros também são retirados do lote”, explica.
Já na etapa da quebra da casca, uma segunda seleção. Quem mostra o processo é o braço direito do João Tavares, Paulo César de Souza.
O fruto escuro demonstra que está com a vassoura de bruxa. “Esse cacau convencional vai para outra casa de fermentação, outra estufa, totalmente isolada do gourmet”, afirma.
Enquanto os burricos levam o cacau para casa de fermentação, João Tavares e Paulo César preparam uma surpresa para a equipe do Globo Rural: eles colocam as amêndoas recém colhidas em uma cama da bananeira. Em menos de dez minutos começa a escorrer um líquido denso, que é o mel de cacau.
Em uma taça improvisada com o próprio cacau, a equipe prova a ‘bebida’. “Nossa, que delicia que é isso. Muito especial”, diz a repórter. “Tem que vir numa fazenda de cacau pra provar isso aqui que só tem numa fazenda de cacau”, diz João Tavares.
As amêndoas precisam ser levadas para a casa de fermentação logo após a colheita. Aliás, a fermentação é uma etapa que muitos produtores de cacau comum não fazem.
Na fazenda, as amêndoas permanecem em cochos durante sete dias, mas precisam ser reviradas a cada 48 horas.
Essa etapa é um dos segredos da produção da fazenda. Os cochos de fermentação são redondos e não quadrados ou retangulares, como de costume. Esse detalhe faz uma grande diferença na qualidade final do cacau gourmet.
A temperatura ultrapassa os 47 graus. Com os cochos redondos, a distribuição de calor é uniforme. Quando existem cantos, as amêndoas que ficam depositadas ali têm o processo de fermentação prejudicado. “A ideia é você dar a mesma condição a todos os grãos. Fazer a fermentação mais homogênea possível”, explica João.
Passados sete dias, a certeza de que essas amêndoas estão boas pra ir pra secagem vem através do corte. “Abre em banda. Tem que estar clarinha.  Nós cortamos 50. Tem que ter 40 boas. Oitenta por cento”, explica Domingos, responsável pela viração das amêndoas.
Subir significa ir para a estufa. Em vez de usar o método tradicional de secagem  na barcaça, João adaptou estufas de café para secar o cacau. Primeiro as amêndoas ficam em montes e são movimentadas para a parte úmida receber sol, secar e a partir do terceiro dia, elas são revolvidas de forma mais aberta. Além de proteger da chuva, a estufa precisa ter ventilação senão o cacau mofa. Aí é ensacar para fazer um último teste de qualidade.
“Aqui a gente vai fazer um corte nessas 50 amêndoas e vai verificar o percentual de fermentação desse lote e isso é um indicativo, além da qualidade, mas a depender do percentual de fermentação, vai ficar claro que não há  o amargor, que não há adstringência. Todas essas aqui são amêndoas perfeitamente fermentadas”, mostra João.
O produtor também explica como se certifica de que o cacau vai resultar em um chocolate bom. “Porque de um cacau bom, você pode fazer um chocolate bom ou um chocolate ruim. Mas de um cacau ruim certamente você vai ter um chocolate ruim”, afirma.
Trinta dias depois da colheita, o cacau gourmet chega à fabrica para virar chocolate. Na fábrica de Diego Badaró em Salvador, as amêndoas gourmet do João e as do próprio Diego são beneficiadas e vendidas para 16 países, incluindo a Bélgica, que tem a fama de produzir os melhores chocolates finos do mundo.
Para Diego, chocolate é como vinho. Cada produto tem seu terroir, sua característica de localidade. E agora é a vez de experimentar o sabor do chocolate fino tropical.
Confira o vídeo em:
fonte: http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2014/09/fazenda-muda-manejo-para-produzir-cacau-de-qualidade-gourmet-na-ba.html

sexta-feira, 20 de junho de 2014

O gourmet e sua atual popularização

Bom dia, queridos amigos!


As representações de gourmet se 


estruturam sempre em torno da 

mobilização sensorial da 

degustação, do bom gosto, da 

percepção sutil dos sabores, por 

meio de um discernimento que 

valoriza e dá preferência aos 

produtos de “alta classe”. Por aqui,

a classificação ‘gourmet’ abarca 

certos produtos artesanais, mas 

também os da agroindústria, que 

faz uso também das noções de 

qualidade – origem, forma de 

produção, processo de fabricação. 

Essas marcas aproveitam-se da 

tradição de suas técnicas de 

produção, assim como da 

“nobreza” dos ingredientes que 

utilizam.

Dentro deste contexto, é facilmente percebido que muitas pessoas agregam o sobrenome gourmet ao brigadeiro somente para incrementar as suas vendas, não se tratando de fato de um produto de alta qualidade e apresentação distinta. Utilizam substratos, técnicas e apresentação subaproveitadas!

Fiquem atentos!!

terça-feira, 20 de maio de 2014

ATENÇÃO: 1 em cada 3 chocolates vendidos não é chocolate de verdade


Cacau de fazenda de Ilhéus (BA); para ser considerado chocolate, produto precisa ter ao menos 25% do fruto

Um em cada três chocolates comuns vendidos no Brasil, produzidos pelas grandes indústrias, não pode ter esse nome de chocolate porque não é feito com o percentual mínimo de cacau exigido pela legislação.
Segundo as regras, para ser considerado chocolate, é preciso que o produto tenha pelo menos 25% de cacau, mas muitos não chegariam nem a 5%.
A denúncia é de Marco Lessa, 43, produtor de cacau, presidente da Associação de Turismo de Ilhéus (BA).
"O que o brasileiro encontra nas prateleiras de supermercados, vendido como chocolate, é apenas doce, não chocolate", afirma. "Estimo que um terço dos chocolates estejam nessa situação. Esses não devem ter nem 5% de cacau."
Lessa também diz que muitos chocolates amargos, com suposto alto teor de cacau (de 50% a 70%), produzidos pelas grandes indústrias e vendidos no mercado nacional por preço maior não têm esse percentual declarado.
"Dizem que têm 70%, mas não têm. Não existe fiscalização para confirmar esse percentual", declara. Ele não apresentou nenhuma pesquisa ou teste que comprovem essa avaliação, mas diz que o problema se manifesta no próprio sabor dos produtos.
"Basta comer algumas vezes um bom chocolate para saber que muitos dos vendidos por aí não têm o teor de cacau prometido." Além do  sabor considerado melhor e menos doce pelos especialistas, os chocolates com maior teor de cacau também são tidos como benéficos à saúde. Por terem porcentagem reduzida de gordura, açúcar e leite, fazem bem para o coração.
A Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados) emitiu uma nota, dizendo que os produtos feitos com menos de 25% de cacau são considerados doces com "sabor de chocolate".
"A Abicab reforça que, de acordo com portaria da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), somente é chocolate o produto que possua pelo menos 25% de cacau. Abaixo disso, o produto é considerado com sabor de chocolate", registra o documento.
A entidade, que representa as grandes indústrias, como Nestlé e Garoto, não comentou a suposta irregularidade no percentual de chocolates amargos informado nos produtos nacionais.

Falta informação nos rótulos, conclui pesquisa do Idec

De acordo com pesquisas realizadas pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) conclui que falta informação nos rótulos dos chocolates brasileiros.
Entre 11 marcas de chocolate ao leite pesquisadas, apenas uma informou o percentual de cacau na embalagem. As outras dez não fizeram nenhuma menção à quantidade.
De acordo com o Idec, ainda não existe nenhuma lei que obrigue as empresas a colocarem esse dado na embalagem, mas, para o instituto, seria "razoável que essa iniciativa partisse dos próprios fabricantes".
"Seria muito importante que o teor de cacau viesse impresso no rótulo. Fica a sensação de que essa informação é uma estratégia de marketing, usada apenas quando isso é conveniente aos fabricantes", afirma Ana Paula Bortoletto Martins, nutricionista do Idec, em documento divulgado na época da pesquisa.
O teor de cacau também não é estampado nas embalagens de muitos chocolates meio amargo e amargo. Segundo o Idec, dos oito chocolates meio amargo pesquisados, apenas três têm a informação indicada no rótulo.

Definição oficial de chocolate não limita gordura estranha ao cacau

A definição oficial de chocolate da Anvisa é a seguinte: "Chocolate: é o produto obtido a partir da mistura de derivados de cacau (Theobroma cacao L.), massa (ou pasta ou liquor) de cacau, cacau em pó e ou manteiga de cacau, com outros ingredientes, contendo, no mínimo, 25 % (g/100 g) de sólidos totais de cacau. O produto pode apresentar recheio, cobertura, formato e consistência variados".
Uma regra anterior, de 1978, exigia um percentual maior de cacau (32%), mas isso foi mudado em 2005 para os 25% atuais.
Para o Idec, a regra atual tem uma outra falha, que é não limitar a adição de "gorduras equivalentes" (gorduras com propriedades físicas e químicas muito parecidas com as da manteiga de cacau, mas que não são de cacau).
A norma anterior proibia qualquer adição de "gordura e óleos estranhos" ao chocolate.
Fonte: Economia Uol
Neste mesmo cenário surge os chocolates gourmet. Com matéria - prima de altíssima qualidade, blends exclusivos, processo produtivo com técnicas e padrões internacionais, se obtém chocolate de verdade e de qualidade ímpar. Um chocolate  gourmet permite que se tenha várias sensações no paladar pelas papilas gustativas, bem - estar emocional dentre outros benefícios à saúde. 



segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

E um bom vinho não pode faltar...

Boa noite querido seguidores, tudo bem com vocês??


Faz um bom tempo que em algumas ocasiões 

termino o jantar com certos vinhos tintos com um 

belo  brigadeiro e um chocolatinho.  Muitos acham 

que chocolate não harmoniza bem com vinhos. De 

fato, chocolate comerciais, com altos teores de 

açúcares e gorduras inviabilizam a degustação, uma

vez que estes ingredientes formam uma película na 

superfície da língua atrapalhando a textura do 

vinho.


Por isso que o Banyuls é um sucesso com o 

chocolate. Este é um vinho fortificado, com aromas 

potentes, doce suficiente, discretos que não 

desossam-se frente à uma textura viscosa.


Agora experimentando um chocolate 99% cacau 

(chocolate puro mesmo!!) e com amargor 

característico, todas as bases de harmonização são

mudadas. O doce é substituído pelo amargor nobre 

e agradável. A textura viscosa, dá lugar para 

adstringência, ou seja, a gordura foi trocada por 

taninos. Isso mesmo!!!! Chocolate também confere 

taninos, já que este vem da semente de um fruto. 


Assim aquele tinto seco, robusto 

de personalidade que eu adoro faz todo sentido. 

o doce do vinho não se faz mais necessário, pois 

os taninos firmes do vinho tornam-se dóceis com o 

chocolate. A acidez do vinho dá as mãos com 

aquela sutil salinidade. O álcool do vinho abranda 

forte adstringência e o amargor tornar-se menos 

predominante.


Os vinhos mais indicados são os tintos jovens, 

encorpados e estruturados com as uvas Cabernet, 

Sauvignon, Shiraz e Bordeaux.


É  comum notar que a maioria das pessoas não 

apreciam muito os chocolates amargos e vinhos 

secos, no entanto, sugiro esta incrível experiência

às suas papilas gustativas.


À medida que se diminui a porcentagem de cacau o 

açúcar e a gordura vão tomando conta e por 

consequência vamos abandonando os tintos secos e 

o melhor a se escolher é o vinho do Porto.


No caso de chocolates com frutas secas podem ser 

escolhidos o Porto Tawny, Madeira, Banyuls.


E agora é só escolher um bom vinho e a melhor 

caixa de brigadeiro gourmet da Patty Sweet!!



Brigadeiro Gourmet Patty Sweet meio amargo 

com perfume de especiarias ótimo para um 

Bordeaux... hum


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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Salon du Chocolat 2013

O Salon du Chocolat este ano acontecerá em Paris, nos dias 30 de outubro a 03 de novembro. O evento é para aqueles que compartilham uma paixão por 

este produto excepcional. Ele cria um elo 

inquebrantável entre as pessoas que cultivam o 

cacau e aqueles amam comer o chocolate.

o Salon du Chocolat vai aumentar de 12.500 para 20.000 metros quadrados inteiramente dedicada a doces. O Porte de Versailles Centro de Exposições será o local de encontro para os grandes nomes do chocolate e pastelaria fina. 
Através de seus eventos emocionantes e no coração desses novos espaços dedicados ao Chocolate e Confeitaria, de 2013 Salon du Chocolat vai se concentrar em uma questão que é de culinária e existencial: Por que é o chocolate tão mágico?


Sendo um evento mundial e uma etiqueta internacional, o Salon du Chocolat vai acolher mais de 400 participantes, chocolatiers, chefs e confeiteiros, especialistas em cacau, de todo o mundo!! 


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Um pouco da história do nosso amado brigadeiro . . .


Boa noite pessoal, vocês sabem da origem do brigadeiro??


A versão mais próxima da oficial relata que o brigadeiro ficou conhecido mesmo em 1945, durante a campanha do brigadeiro Eduardo Gomes pelas eleições presidenciais. O docinho de chocolate, até então quase anônimo, era preparado pelas eleitoras mais prendadas e servido nas festas de campanha como sendo o preferido do candidato. De tanto ser apresentado desse modo, o docinho, que não tinha nome, passou a ser chamado de "brigadeiro".



Curiosidade

Antes de chamar brigadeiro, o docinho de leite condensado, chocolate, manteiga e gemas tinha o nome de "negrinho". Tudo indica que ele teria sido inventado no Rio Grande do Sul, possivelmente por uma dona de casa muito loira que achou interessante a face marronzinha do doce. E os gaúchos não adotaram o nome de brigadeiro ao docinho de Eduardo Gomes, pois é o único estado do Brasil que ainda chama brigadeiro de negrinho!!

Agora chega de história e vamos já na Patty Sweet pegar nossos deliciosos brigadeiros!!!

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A doce história do leite condensado

   

A PattySweet conta um pouquinho da história 

desse maravilhoso doce que deu origem a 

diversas delícias mundo afora e é um 

dos principais ingredientes do brigadeiro 

legítimo!



O Leite Condensado é um produto de origem 

francesa, patenteada por americanos e 

expandida para outros países através da marca 

suíça Nestlé. 

Foi criado primeiramente para ser uma bebida 

de fácil armazenamento em tempos de crise e 

de guerras. "Algo prático que dissolvido em 

água, virasse leite”! E então, com a guerra civil 

americana - iniciada em 1861- o leite 

condensado atingiu um enorme sucesso. A 

partir de 1880, foi ganhando o mundo. 

 


A marca começou a despontar no Brasil em 

1890 com o nome de Milkmaid



Antigamente era considerado um produto 

importado e bastante caro, mesmo assim 

"Leite Moça" 

caiu no gosto dos brasileiros. Durante anos, o 

doce vindo da Suíça era aguardado 

ansiosamente 

pelos amantes desta iguaria. E quando a 

famosa latinha era exibida nas casas de 

importados a agitação era total . Todos 

queriam a ilustre latinha que tinha uma moça 

estampada no rótulo. E assim o brasileiro, 

achando esquisito o nome Milkmaid, 

transformou a mocinha da lata em marca e 

passou a pedir: "eu quero aquela lata que tem 

a moça na frente". E assim ficou conhecida 

como o Leite da Moça, depois como o Leite 

Condensado Marca MOÇA® e finalmente, O 

Leite MOÇA®.




A famosa camponesa que deu origem ao nome da marca no 

Brasil.



                                                               Anúncio da década de 30.


Anúncio da década de 40






O LEITE MOÇA® apareceu como o principal produto em um
 dos mais antigos livros de receitas publicados pela NESTLÉ®
 no Brasil. 1944

Anúncio da década de 50




Embalagem da década de 70 


Em 1962, o rótulo trazia suas primeiras receitas: pudim, doce 

de leite e sorvete de Leite moça.






A evolução das embalagens do Leite Moça Nestlé 
ao longo dos anos










Hoje é grande a variedade de Leite Condensado Moça: em lata, light, de caixinha, diet e em bisnagas

A Nestlé relançou em 2009/2010 essas latinhas com os rótulos antigos. Tudo isso em comemoração aos 100 anos da marca.

fonte: Caríssimas Catrevagens